共产主义的意图Communist Intentona

 共产主义的意图

共产主义意向是1936年11月发生的以共产主义为导向的军事起义,主要发生在累西腓、纳塔尔和里约热内卢等城市。


路易斯-卡洛斯-普雷斯蒂斯(Luís Carlos Prestes)是以共产主义意向为特征的起义的幕后策划者。

路易斯-卡洛斯-普雷斯特是以共产主义意向为特征的起义的理想主义者


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共产党的意图是什么?


Communist Intentona是指1935年至1936年瓦加斯时代由巴西军队成员发动的一系列革命起义。这些起义至少发生在该国的三个首都:纳塔尔、累西腓和里约热内卢。这些士兵受到共产主义意识形态的影响,并得到国际共产主义的支持,其中心是当时由约瑟夫-斯大林领导的苏联。


值得注意的是,"intentona "一词有贬义,被共产党人的反对者使用。"Intentona "的意思是类似 "无意义的尝试 "或 "疯狂的计划"。然而,在这一事实中,军事参与者的行动并不完全是未预见到的、自发的和未经计算的,我们将在下文中看到。


路易斯-卡洛斯-普雷斯特:佃农主义和ANL的形成


Communist Intentona的叛军与ANL--民族解放联盟协调行动,ANL是一个由路易斯-卡洛斯-普雷斯蒂斯领导的共产主义组织,成立于1935年,独立于PCB--巴西共产党而行动。ANL与共产国际有直接联系,也被称为共产国际,该机构负责向全世界的共产主义革命者提供资金、武器和培训方面的支持。路易斯-卡洛斯-普雷斯蒂斯在1934年获得了共青团的支持,当时他住在苏联,在那段时间里他积极参加巴西天主教会运动。


普雷斯蒂斯是租界主义的主要人物之一,也是1924年南里奥格兰德州革命的领导人,其成员与圣保罗的租户一起组成了著名的普雷斯蒂斯纵队。这个纵队在巴西几个州游行,试图动员民众反对寡头共和国,但最终还是解散了。其成员扩展到巴西的邻国。路易斯-卡洛斯-普雷斯蒂斯去了玻利维亚。


在玻利维亚,普雷斯蒂斯在政治上 "转换 "为共产主义。时任多氯联苯秘书的阿斯特罗吉多-佩雷拉负责这项工作。从那里,普雷斯蒂斯去了阿根廷,那里发生了政变。从阿根廷出发,普雷斯蒂斯去了乌拉圭,1931年他被邀请去莫斯科。在莫斯科,路易斯-卡洛斯-普雷斯蒂斯(Luís Carlos Prestes)与科明顿(Komintern)联系,并开始阐述一项计划,即返回巴西,组织一次军事起义,反对最近于1930年成立的热图利奥-巴尔加斯(Getúlio Vargas)临时政府。


为此,普雷斯蒂斯得到了科明顿公司一些国际特工的帮助,如德国特工奥尔加-贝纳里奥,她也是他的爱情伴侣。这位前中尉的回归发生在1934年。该计划是与忠于腾博会官网诚信为本主义和共产主义意识形态的军队进行协调的革命行动。这一行动将同时在巴西的各个战略要地爆发。ANL选择的日期是1935年11月27日。然而,在北里奥格兰德州的纳塔尔市出现了降水。


纳塔尔(北里奥格兰德)--波蒂瓜尔的意向


由于收到了一份假电报,说起义已经在预料之中,将比计划提前四天开始,纳塔尔的共产党军队最终促成了Intentona事件。1935年11月23日,位于纳塔尔的第21猎兵营共6名成员开始在该市领导一场叛乱。与州警察发生了直接对抗,而州警察在人数上和武器上都不及他们。


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当时北里奥格兰德州州长拉斐尔-费尔南德斯-古尔杭(Rafael Fernandes Gurjão)正与部分政府人员在卡洛斯-戈麦斯剧院参加玛丽斯特学院的毕业典礼。他和其他当局不得不匆忙逃离该州。第二天,北里奥格兰德内陆的几个城镇已经叛乱,支持纳塔尔。到11月25日,纳塔尔完全被叛军所控制,他们组织了一个人民革命委员会。


累西腓和里约热内卢


1935年11月24日,来自累西腓的一支军事部队--第29猎兵营在伯南布哥州首府反叛,支持纳塔尔。值得注意的是,伯南布哥州代表了巴西东北部多氯联苯的最有组织的核心,其许多军事人员直接或间接与共产主义有关。


11月25日,轮到里约热内卢的第三步兵团在Praia Vermelha要塞挑起兵变。其他城市的革命行动也随之而来。1930年革命后,当时的国家元首热图利奥-巴尔加斯(Getúlio Vargas)要求国民议会颁布戒严令,以便启动与共产主义无关的军队来结束起义。国会授权,巴尔加斯下令收复这些城市。

据信有一百多名革命者在战斗中死亡。约有30名法理派(亲巴尔加斯)军队的人也被杀。到1936年5月,数百名支持英特纳的共产党军人和平民被关进监狱。被逮捕的人中有路易斯-卡洛斯-普雷斯蒂斯(他在监狱里呆了9年)和奥尔加-贝纳里奥(他是犹太人,被驱逐到纳粹德国)。

共产党的意图被巴尔加斯用作潜规则,发动了1937年的政变,该政变被称为 "新国家"。

好奇心--格拉西利亚诺-拉莫斯的监禁

来自阿拉戈斯的作家格拉西利亚诺-拉莫斯(1892-1953)于1936年3月被捕,在没有证据或程序的情况下,被指控与共产党的意图有关。拉莫斯与 "Intentona "的许多成员一起经过了几个监狱,在那里他受到了巴尔加斯官员的野蛮折磨。他经过的最后一个监狱是在里约热内卢市,他于1937年1月从那里被释放。格拉西利亚诺-拉莫斯所经历的酷刑和在非人的卫生和食物条件下生活的经历,可以在1953年追授出版的《监狱回忆》(两卷)中读到。

作者:克劳迪奥-费尔南德斯博士

Intentona Comunista

A Intentona Comunista foi um levante militar de orientação comunista que ocorreu em novembro de 1936, principalmente nas cidades de Recife, Natal e Rio de Janeiro.

Luís Carlos Prestes foi o idealizador dos levantes que caracterizaram a Intentona Comunista
Luís Carlos Prestes foi o idealizador dos levantes que caracterizaram a Intentona Comunista
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O que foi a Intentona Comunista?

Por Intentona Comunista entende-se um conjunto de levantes de caráter revolucionário operados por membros do exército brasileiro entre os anos de 1935 e 1936 em plena Era Vargas. Esses levantes ocorreram em pelo menos três capitais do país: Natal, Recife e Rio de Janeiro. Esses militares tinham influência da ideologia comunista e recebiam apoio do comunismo internacional, cujo centro era a União Soviética, à época liderada por Josef Stalin.

Vale ressaltar que a palavra “intentona” tem sentido pejorativo e foi usada pelos opositores dos comunistas. “Intentona” significa algo como “intento insensato” ou “plano louco". Entretanto, as ações dos militares participantes desse fato não foram exatamente imprevistas, espontâneas e não calculadas, como veremos abaixo.

Luís Carlos Prestes: Tenentismo e formação da ANL

Os revoltosos da Intentona Comunista agiram articulados pela ANL - Aliança Nacional Libertadora, uma organização comunista liderada por Luís Carlos Prestes, formada em 1935, e que agia independentemente do PCB - Partido Comunista Brasileiro. A ANL tinha conexão direta com a Internacional Comunista, também conhecida como Komintern, órgão responsável por dar apoio, tanto em dinheiro quanto em armas e treinamento, para revolucionários comunistas do mundo todo. Luís Carlos Prestes conseguiu o apoio do Komintern em 1934, quando viveu na URSS após o período em que atuava no movimento tenentista brasileiro.

Prestes foi um dos principais nomes do tenentismo, sendo o líder da Revolução de 1924 no Rio Grande do Sul, cujos membros vieram a se unir com os tenentes de São Paulo para formar a famosa Coluna Prestes. Essa coluna, que marchou por vários estados do Brasil procurando mobilizar a população contra a República Oligárquica, acabou dissolvendo-se. Seus membros espalharam-se pelos países vizinhos do Brasil. Luís Carlos Prestes foi para Bolívia.

Na Bolívia, Prestes “converteu-se” politicamente ao comunismo. O responsável por essa adesão foi Astrogildo Pereira, então secretário do PCB, que fora visitar o ex-líder tenentista na Bolívia. De lá, Prestes seguiu para a Argentina, onde houve um golpe de Estado. Da Argentina, Prestes foi para o Uruguai, onde foi convidado a ir para Moscou em 1931. Em Moscou, Luís Carlos Prestes entrou em contato com o Komintern e começou a articular um plano para voltar para o Brasil e organizar um levante militar contra o governo provisório de Getúlio Vargas, recém-instalado em 1930.

Para tanto, Prestes recebeu a ajuda de alguns agentes internacionais do Komintern, como a agente alemã Olga Benário, que também foi sua companheira amorosa. A volta do ex-tenente ocorreu em 1934. O plano era fazer uma ação revolucionária coordenada com os militares fiéis ao tenentismo e à ideologia comunista. Essa ação deveria estourar em vários pontos estratégicos do Brasil ao mesmo tempo. A data escolhida pela ANL foi o dia 27 de novembro de 1935. Entretanto, houve uma precipitação na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

Natal (Rio Grande do Norte) – Intentona Potiguar

Em virtude do recebimento de um telegrama falso que dizia que os levantes tinham sido antecipados e que começariam quatro dias antes do previsto, os militares comunistas de Natal acabaram precipitando a Intentona. Em 23 de novembro de 1935, um total de seis integrantes do 21º Batalhão de Caçadores, situado em Natal, começaram a liderar uma revolta na cidade. Os enfrentamentos diretos ocorreram com a política do estado, que estava em menor número e com armas inferiores.

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Rafael Fernandes Gurjão, governador do Rio Grande do Norte na ocasião, estava assistindo a uma colação de grau do Colégio Marista no Teatro Carlos Gomes com parte da cúpula do governo. Ele e as demais autoridades tiveram que fugir às pressas do Estado. No dia seguinte, várias cidades do interior do Rio Grande no Norte haviam se rebelado em apoio a Natal. Em 25 de novembro, Natal estava completamente dominada pelos rebeldes, que organizaram um Comitê Popular Revolucionário.

Recife e Rio de Janeiro

No dia 24 de novembro de 1935, uma unidade militar de Recife, o 29º Batalhão de Caçadores, insurgiu-se na capital pernambucana em apoio a Natal. Vale ressaltar que Pernambuco representava o núcleo mais organizado do PCB no Nordeste brasileiro e muitos de seus militares estavam ligados direta ou indiretamente ao comunismo.

No dia 25 de novembro, foi a vez do 3º Regimento de Infantaria, do Rio de Janeiro, provocar um motim no forte da Praia Vermelha. As ações revolucionárias seguiram em outras cidades. Getúlio Vargas, então chefe de Estado após a Revolução de 1930, pediu ao Congresso Nacional para que fosse decretado o Estado de Sítio e, com isso, fossem acionadas as forças do Exército que não estavam associadas com o comunismo para colocar um ponto final nos levantes. O Congresso autorizou, e Vargas ordenou que as cidades fossem recuperadas.

Acredita-se que mais de uma centena de revolucionários morreram em combate. Cerca de trinta homens do exército legalista (a favor de Vargas) também foram mortos. Centenas de militares comunistas e civis que apoiaram a Intentona até maio de 1936 estavam presos. Entre os presos, Luís Carlos Prestes (que ficou nove anos na prisão) e Olga Benário (que era judia e foi deportada para a Alemanha nazista).

A Intentona Comunista foi usada como subterfúgio por Vargas para dar o golpe de Estado de 1937, que ficou conhecido como Estado Novo.

Curiosidade – a prisão de Graciliano Ramos

O escritor alagoano Graciliano Ramos (1892-1953) foi preso em março de 1936 acusado, sem provas e sem processo, de ligação com a Intentona Comunista. Ramos passou por vários presídios, junto a muitos integrantes da Intentona, onde foi barbaramente torturado pelos oficiais varguistas. A última prisão por onde passou situava-se na cidade do Rio de Janeiro, da qual foi libertado em janeiro de 1937. As experiências de tortura e da vivência em condições de higiene e alimentação subumanas pela quais Graciliano Ramos passou podem ser lidas na obra Memórias do Cárcere (dois volumes), publicada postumamente em 1953.

Por Me. Cláudio Fernandes

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